Como usar
- Digite quanto você já tem para começar (pode ser zero) e quanto pretende investir todo mês.
- Informe a taxa de juros, ao ano ou ao mês, e por quanto tempo o dinheiro vai ficar aplicado.
- Se quiser, preencha o reajuste anual do aporte (por exemplo, 5% ao ano, acompanhando o salário) e a inflação esperada.
- Veja o valor final, quanto disso saiu do seu bolso e quanto é juros. O gráfico mostra o crescimento ano a ano e a tabela traz os números de cada período.
Para que serve
Juros compostos são "juros sobre juros": o rendimento de cada mês passa a render também nos meses seguintes. No começo a diferença parece pequena, mas com o tempo ela cresce rápido. Esta calculadora deixa isso visível: no gráfico, a parte azul é o dinheiro que você colocou e a parte laranja é o que os juros produziram. Em prazos longos, a parte laranja passa a ser maior que a azul.
Ela serve para:
- Planejar uma meta: quanto você precisa guardar por mês para chegar a um valor em 5, 10 ou 20 anos.
- Comparar investimentos: teste a taxa do CDB, do Tesouro Direto ou da poupança e veja a diferença no fim do prazo.
- Pensar na aposentadoria: simule aportes durante décadas e veja quanto o dinheiro passa a render sozinho no último mês.
- Entender dívidas: os mesmos juros compostos que fazem o investimento crescer fazem a dívida do cartão de crédito explodir. Informe o valor devido como valor inicial, aporte zero e a taxa do cartão.
O aviso abaixo dos resultados mostra a partir de qual mês os juros de um único mês passam a ser maiores que o seu aporte mensal. É um marco motivador: daí em diante, o dinheiro trabalha mais do que você.
Como funciona
A conta é feita mês a mês, como num extrato:
- O saldo do mês rende a taxa mensal.
- No fim do mês entra o aporte.
- A cada 12 meses, se você informou reajuste, o aporte aumenta naquela porcentagem.
Sem reajuste, o resultado é o mesmo da fórmula clássica: M = C × (1 + i)ⁿ + A × [(1 + i)ⁿ − 1] ÷ i, em que C é o valor inicial, A é o aporte mensal, i é a taxa mensal e n é o número de meses.
Quando você informa a taxa ao ano, ela é convertida na taxa mensal equivalente: (1 + taxa anual) elevado a 1/12, menos 1. Assim, 12% ao ano vira cerca de 0,95% ao mês, e não 1%. Se a taxa for mensal, como acontece com a poupança, escolha "ao mês".
A inflação serve para mostrar o poder de compra: o valor final é dividido por (1 + inflação) elevado ao número de anos. Assim você vê quanto aquele dinheiro valeria hoje.
Tudo é calculado no seu navegador, sem enviar nenhum dado e sem cadastro.
Dicas para uma simulação realista
- Use a taxa líquida. Investimentos de renda fixa pagam imposto de renda (de 22,5% a 15%, conforme o prazo) e alguns cobram taxa de administração. Desconte isso da taxa antes de simular.
- Prefira a taxa real com a inflação. Para um prazo longo, simule a taxa do investimento e preencha a inflação. O valor "em dinheiro de hoje" é o que importa para o seu padrão de vida.
- Taxas passadas não garantem o futuro. Para ações e fundos, teste um cenário conservador e outro otimista.
Perguntas frequentes
Qual é a diferença entre juros simples e compostos?
Nos juros simples, o rendimento é calculado sempre sobre o valor inicial. Nos compostos, é calculado sobre o saldo, que já inclui os juros anteriores. Por isso os compostos crescem cada vez mais rápido.
Quanto rende R$ 1.000 por mês durante 10 anos?
Depende da taxa. A 10% ao ano, são R$ 120 mil investidos que viram cerca de R$ 200 mil. Digite os seus números acima para ver o valor exato e a evolução ano a ano.
O aporte entra no começo ou no fim do mês?
No fim do mês, que é o padrão das calculadoras financeiras. Se você aplica no começo do mês, o resultado real fica um pouco maior.
Posso usar para calcular a poupança?
Pode. Informe a taxa mensal da poupança (por exemplo, 0,5% ao mês mais a TR) e escolha "ao mês". A poupança não paga imposto de renda, então a taxa já é a líquida.
Por que o valor em dinheiro de hoje é menor?
Porque a inflação reduz o que o dinheiro compra. R$ 100 mil daqui a 20 anos compram bem menos do que R$ 100 mil hoje.